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Placa preta: afinal, para que serve?

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Placa preta: afinal, para que serve?

 Para quem é fã de antigomobilismo, a resposta para essa questão é fácil.

 A placa preta é destinada a identificação de carros antigos. Carros esses, que recebem certificado a partir de critérios de originalidade.

 Entre os muitos critérios o primeiro deles é que o carro precisa ter no mínimo 30 anos de fabricação.

 São os Clubes de Carros antigos, credenciados ao Denatran, que atestam todos os critérios de originalidade.

 Para eles, o automóvel candidato a placa preta precisa ter de 70 a 80% de suas características originais.

 Itens como pintura com cores fora do padrão original da época, interiores muito alterados, rodas não originais e motor modificado, reprovam imediatamente.

 Os clubes credenciados seguem formulários rigorosos de identificação com atribuição de nota para cada item inspecionado, que ao final tem que obter no mínimo 80 pontos para ser aprovado.

Ressaltando que a vistoria leva em conta não só a originalidade, mas também o estado de conservação do veículo, com condições mínimas de segurança.

 

Regras e taxas também valem para carros com placa preta

 É importante informar que os veículos antigos que obtém a placa preta não estão isentos de cumprir as leis de trânsito. Muito menos as taxas de Detran.

Ou seja, a placa preta pode circular em ruas, estradas e avenidas normalmente e nos mesmos dias que as placas convencionais. Inclusive sendo passível de multa em caso de infração de velocidade, rodízio e todas as regras do Código de Trânsito.

 O mesmo vale para a taxa de licenciamento e seguro obrigatório.

 A placa preta pode, no entanto, ser isenta do pagamento de IPVA dependendo do Estado a que ela pertença.

 Em São Paulo, por exemplo, carros com mais de 30 anos são automaticamente isentos de IPVA.

 

Valorização do carro e dispensa de itens obrigatórios

 Muita gente busca a colocação da placa preta com o objetivo de subir a valorização monetária do veículo.

 Os especialistas em antigomobilismo avaliam, no entanto, que a aquisição da placa por si só não configura esta valorização.

 Para eles, a originalidade e o estado de conservação do carro é o que definirá o valor de mercado do automóvel.

 Mas há outro benefício cobiçado pelos proprietários de carros antigos ao obter a placa preta. Um deles é a dispensa de uma das vistorias veiculares e a outra é a não obrigatoriedade de alguns componentes no carro.

 A vistoria veicular dispensada é a que se refere ao controle de emissão de gases poluentes e ruído.

 E os componentes como cinto de segurança, encosto de cabeça e air bag frontal para o condutor e o passageiro do banco dianteiro não são obrigatórios nestes veículos.

 

Placas do Mercosul, o que muda?

 Uma nova mudança no modelo de emplacamento está prevista para ocorrer em todo o território nacional. É a chamada Placa Mercosul.

 Dessa forma, sua implementação ocorreria até setembro do ano passado. Porém, foi adiada para 30 de junho deste ano, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Com a adoção da Placa Mercosul, a placa preta para carros antigos será substituída por placas com fundo branco e letras e números na cor cinza.

 

Vistoria presencial

 Até fevereiro de 2018 as vistorias realizadas pelos Clubes de Carros podiam ser feitas de forma remota.

 Mas a partir desta data, o Denatran proibiu a emissão de laudos virtuais. Exigindo assim a vistoria presencial para atestar a originalidade do veículo.

 A medida tem por objetivo certificar a segurança dos veículos antigos de coleção. Assim como,  o pleno funcionamento dos equipamentos de segurança, bem como sua fabricação.

Por |2019-03-29T11:34:41-03:0029 de março de 2019|0 Comentários

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